INPE e IBAMA fecham parceria para monitorar derramamento de óleo na “Amazônia Azul”

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) firmaram, em 6 de novembro, um acordo de parceria técnico-científica para impulsionar o Projeto SisMOM – Monitoramento Inteligente das Águas Jurisdicionais Brasileiras. Publicado no Diário Oficial da União em 11 de novembro de 2025, o acordo busca integrar capacidades das duas instituições para desenvolver um sistema multiusuário de detecção, previsão e monitoramento de derramamentos de óleo no mar, reforçando a vigilância sobre a chamada “Amazônia Azul”.

Receba todas as informações da Geocracia pelo WhatsApp

O SisMOM combina tecnologias espaciais – como satélites, redes de bóias e modelos de previsão oceânica – com técnicas de inteligência artificial para detectar embarcações, identificar manchas de óleo e simular a dispersão desses poluentes. A interoperabilidade entre as bases de dados e ferramentas das instituições permitirá antecipar riscos ambientais e oferecer informações críticas a gestores públicos responsáveis pela prevenção e resposta a desastres marinhos. A iniciativa nasceu como resposta ao derrame de óleo que atingiu o litoral nordestino em agosto de 2019, episódio que evidenciou fragilidades na capacidade de monitoramento em tempo quase real.

Quero meu exemplar de Direito Ambiental Geográfico

No âmbito da cooperação, imagens de radar SAR serão usadas no treinamento de algoritmos de IA para classificar manchas de óleo, aumentando a precisão na identificação e na modelagem dos impactos. A expectativa é que o SisMOM fortaleça as pesquisas do INPE em sensoriamento remoto e previsão oceânica, ao mesmo tempo em que amplie a eficácia do IBAMA na atuação frente a incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional. Com isso, o Brasil busca elevar o patamar de proteção de suas águas marítimas, alinhando ciência, tecnologia e fiscalização ambiental.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

Veja também

Agro e Ambiental

Serasa aposta em integração de dados para ampliar eficiência do Cadastro Ambiental Rural

A modernização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) por meio da integração de dados tem impulsionado avanços relevantes para a sustentabilidade e a segurança jurídica no agronegócio brasileiro. Embora obrigatório para todos os imóveis rurais do país, o CAR ainda enfrenta desafios ligados à baixa precisão das informações autodeclaradas, o que

Agro e Ambiental

Finanças geoespaciais: a nova fronteira ESG

Citando os desafios para os analistas com o crescimento da importância dos aspectos ESG nas finanças, a professora do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade da FGV SP, Annelise Vendramini, defende em artigo para o site Noomis que a saída para as instituições financeiras que consideram aspectos socioambientais em suas