A Nasa anunciou a descoberta de uma nova lua em Urano, ampliando para 29 o número de satélites conhecidos do planeta. A identificação foi realizada em 2 de fevereiro de 2025 pelo Telescópio Espacial James Webb e divulgada nesta terça-feira (19). O achado é liderado por cientistas do Southwest Research Institute (SwRI) e chama a atenção por não ter sido percebido por missões anteriores, incluindo a Voyager 2, que sobrevoou o planeta em 1986.
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Segundo os pesquisadores, trata-se de um satélite pequeno, com apenas cerca de 10 quilômetros de diâmetro. Ele foi detectado em uma sequência de dez imagens de longa exposição, cada uma de 40 minutos, captadas pela Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam). A análise indica que a lua orbita a aproximadamente 56 mil quilômetros do centro de Urano, em uma região interna onde estão concentrados outros pequenos corpos, distintos das luas maiores já conhecidas, como Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon.
O astrônomo Matthew Tiscareno, do Instituto SETI e membro da equipe de pesquisa, explica que o novo satélite é ainda menor e mais difícil de visualizar do que as menores luas internas conhecidas do planeta. Isso ajuda a compreender por que permaneceu invisível a telescópios terrestres e mesmo à Voyager 2. Para os cientistas, a descoberta aumenta a probabilidade de que outros objetos semelhantes ainda estejam escondidos no sistema de Urano, aguardando identificação.
Com a revelação, o telescópio James Webb reforça seu papel como um divisor de águas na observação do espaço profundo. Sua alta resolução e sensibilidade infravermelha possibilitam enxergar objetos tênues e distantes, antes inacessíveis aos instrumentos disponíveis. O nome oficial da nova lua ainda será definido pela União Astronômica Internacional (IAU), que tradicionalmente atribui às luas de Urano referências a personagens de William Shakespeare e Alexander Pope.

