Mato Grosso do Sul passou a utilizar duas novas plataformas digitais para monitoramento ambiental com foco em desmatamento e queimadas. Denominados Mades e Maques, os sistemas foram desenvolvidos pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e utilizam imagens de satélite, sensoriamento remoto e inteligência geoespacial para identificar alterações na cobertura vegetal e focos de calor em diferentes regiões do estado. A iniciativa integra a estratégia estadual de fortalecimento das ações de prevenção, fiscalização e resposta a eventos ambientais.
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A adoção das novas ferramentas representa uma mudança na forma como o território é acompanhado pelos órgãos ambientais. Com a automatização da detecção de ocorrências e o cruzamento de informações geográficas, o Estado passa a reduzir o intervalo entre a ocorrência de uma alteração ambiental e sua identificação pelos sistemas de controle. Segundo o Imasul, os alertas de queimadas podem ser emitidos em até dez minutos, enquanto os de desmatamento chegam em até cinco dias, ampliando a capacidade de atuação em áreas extensas e de difícil acesso.
Outro aspecto relevante é a integração dos sistemas com bases territoriais oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), autorizações ambientais e unidades de conservação. Essa articulação permite associar rapidamente eventos detectados por satélite a imóveis rurais, áreas protegidas e processos administrativos existentes, fornecendo maior precisão na identificação de responsabilidades e no direcionamento das ações de fiscalização. A medida também tende a produzir impactos sobre o licenciamento ambiental e os procedimentos de controle territorial conduzidos pelo Estado.
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Desde 2023, o governo estadual informa ter investido mais de R$ 8 milhões em infraestrutura tecnológica, aquisição de imagens e desenvolvimento de sistemas de monitoramento ambiental. A expectativa é que a ampliação da inteligência territorial contribua para o planejamento de operações de combate a incêndios florestais, especialmente durante os períodos de estiagem, quando cresce a pressão sobre ecossistemas como o Pantanal e outras áreas ambientalmente sensíveis do estado.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

