Representantes do Governo de Minas Gerais, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e de uma missão da República Tcheca reuniram-se nesta quinta-feira (22/1), em Belo Horizonte, para discutir uma possível parceria voltada ao uso de inteligência geoespacial na produção de café. O encontro teve como foco o intercâmbio de experiências e a avaliação de cooperação tecnológica para apoiar o planejamento territorial e a sustentabilidade da cafeicultura mineira.
Receba todas as informações da Geocracia pelo WhatsApp
Durante a reunião, pesquisadores europeus apresentaram o Projeto Comunidade, iniciativa da Universidade Tcheca de Ciências da Vida (CZU), já aplicada na Colômbia e no Chile. A plataforma integra dados de satélite e informações territoriais para apoiar decisões na agricultura, na gestão hídrica e na mitigação de riscos climáticos. Segundo os participantes, a proposta é oferecer ferramentas que ampliem a capacidade de resposta de produtores e instituições a desafios como estresse hídrico, doenças do café, incêndios e erosão do solo.
Quero meu exemplar de Direito Administrativo Geográfico
Quero meu exemplar de Direito Ambiental Geográfico
As instituições mineiras também apresentaram iniciativas em andamento no estado. A Emater-MG detalhou o mapeamento do parque cafeeiro, iniciado em 2016 com uso de imagens de satélite e validação em campo em 460 municípios, enquanto a UFMG apresentou a plataforma Selo Verde MG, voltada à rastreabilidade ambiental das cadeias produtivas. Ao final do encontro, foi anunciada a criação de um grupo de trabalho com universidades, órgãos estaduais e representantes do Projeto Comunidade para discutir os próximos passos e a viabilidade de uma cooperação técnica entre Minas Gerais e a República Tcheca.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

