Gabriel Garcia, da CNN Money, informa que a Vale tem ampliado o uso de inteligência artificial, imagens de satélite e drones para monitorar barragens em diferentes regiões do território brasileiro. O sistema opera de forma contínua, com coleta de dados em tempo real, permitindo identificar alterações estruturais mínimas e antecipar potenciais riscos geotécnicos em áreas de mineração.
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A estratégia combina diferentes camadas tecnológicas aplicadas ao território. Radares de alta precisão captam deslocamentos milimétricos nas estruturas, enquanto sensores como piezômetros monitoram a pressão interna da água. Drones complementam a leitura espacial ao realizar inspeções em áreas de difícil acesso, ampliando a cobertura territorial do monitoramento. Essas informações são integradas em centros de controle geotécnico, onde equipes acompanham a estabilidade das barragens e definem respostas operacionais diante de eventuais anomalias.
A incorporação dessas tecnologias altera a forma de gestão do risco no território minerário, ao permitir uma vigilância contínua e baseada em dados geoespaciais. O monitoramento remoto amplia a capacidade de prevenção em regiões historicamente marcadas por desastres, ao mesmo tempo em que reforça a centralização das decisões em estruturas técnicas especializadas. Paralelamente, a empresa mantém investimentos na descaracterização de barragens, com aportes superiores a US$ 5 bilhões, indicando uma transição gradual no uso e controle dessas estruturas no espaço físico.
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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

