As conexões brasileiras de banda larga fixa por satélite avançaram cerca de 52% em um ano, de aproximadamente 630 mil no segundo trimestre de 2025 para 960 mil no mesmo período de 2026. O crescimento é mais relevante onde rios, floresta e grandes distâncias tornam lenta ou cara a expansão de redes terrestres.
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Constelações em órbita baixa reduziram a latência e ampliaram a oferta do serviço. No Acre, a mudança alcança propriedades rurais, comunidades ribeirinhas, terras indígenas e localidades isoladas, onde escola, unidade de saúde, atividade econômica e comunicação de emergência dependem de uma conexão que não precisa acompanhar estradas ou cabos.
A geografia que favorece o satélite também impõe limites ao atendimento. Energia disponível, custo de equipamentos, manutenção e visibilidade do céu condicionam o uso em cada localidade. Por isso, o avanço do número de acessos não significa cobertura homogênea nem substitui políticas de conectividade voltadas às condições de cada comunidade.
A tecnologia ainda ocupa uma parcela pequena do mercado. O Brasil tinha 55,4 milhões de acessos fixos, dos quais 44,71 milhões utilizavam fibra óptica, segundo dados citados na matéria. A diferença mostra que o satélite atua sobretudo como complemento territorial onde a rede predominante não chega com a mesma viabilidade.
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No Acre, a expansão pode reduzir distâncias funcionais sem eliminar as distâncias físicas que encarecem serviços e logística. A reportagem é de Edmilson Ferreira, no Acre Agora, com base em dados da Anatel disponíveis até maio de 2026.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.



