Uma nova projeção cartográfica, chamada Equal Earth, tem gerado debates ao propor um planeta representado em dimensões mais fiéis. Diferente da tradicional projeção de Mercator, que distorce a escala ao ampliar regiões próximas aos polos e reduzir áreas como África e América do Sul, a Equal Earth busca devolver a proporcionalidade real aos continentes. A iniciativa levanta questões não apenas técnicas, mas também culturais e políticas sobre como enxergamos o mundo.
Criada em 2018 pelos cartógrafos Bojan Šavrič, Tom Patterson e Bernhard Jenny, a Equal Earth é de domínio público e pode ser reproduzida em diversos formatos. Utiliza dados abertos e inclui mais de 2.600 topônimos, além de versões adaptadas para diferentes regiões do globo. A proposta ganhou força em campanhas como a Correct the Map, que defendem sua adoção em escolas e organismos internacionais.
Mais do que corrigir distorções visuais, a Equal Earth reacende o debate sobre o papel da cartografia na construção de narrativas de poder. Mapas não são neutros: influenciam percepções sobre quem ocupa espaço, quem é reduzido e quem é invisibilizado. Ao propor uma visão mais proporcional do planeta, a Equal Earth convida a repensar séculos de representações que ajudaram a moldar desigualdades simbólicas e políticas.
Conheça em https://equal-earth.com/

