PEM Nordeste avança em mapeamento participativo de Fernando de Noronha

Entre os dias 23 e 25 de agosto, Fernando de Noronha recebeu a equipe do PEM Nordeste para uma nova etapa do Planejamento Espacial Marinho (PEM). A iniciativa contou com reuniões técnicas, oficinas e mergulhos de pesquisa voltados à coleta de informações sobre o uso dos espaços marinhos no arquipélago. O trabalho faz parte de um esforço nacional para estruturar políticas públicas voltadas à conservação e ao ordenamento sustentável do mar brasileiro.

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Um dos pontos centrais foi a aplicação da ferramenta SeaSketch, desenvolvida na Universidade da Califórnia, que permite integrar dados sobre diferentes usos do território marinho, desde pesca e turismo até rotas de navegação e zonas de conservação. O método de mapeamento participativo foi validado na prática, com a contribuição de moradores, gestores locais e pesquisadores, combinando conhecimento tradicional com dados de geoprocessamento.

As discussões em Noronha destacaram os desafios ambientais do arquipélago, incluindo a ameaça crescente do peixe-leão, espécie invasora que compromete o equilíbrio ecológico da região. Também foram abordados aspectos socioeconômicos, como a relevância da pesca artesanal, o turismo sustentável e o papel da pesquisa científica para apoiar a preservação. A participação ativa da comunidade fortalece a legitimidade das propostas e garante maior aderência às soluções desenvolvidas.

A ação em Fernando de Noronha representa mais uma etapa concluída no plano de trabalho do PEM Nordeste, que prevê oficinas regionais e integração de dados secundários em diferentes áreas do país. Para o Brasil, com mais de 7,5 mil quilômetros de litoral, o Planejamento Espacial Marinho é visto como estratégico: promove governança marinha, amplia a proteção da biodiversidade e orienta atividades econômicas ligadas ao mar de forma equilibrada e sustentável.

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