Leonardo Sousa dos Santos, Márcio dos Santos Avelar e Joyce Adriane Garcia dos Santos, em artigo publicado pelo Brazilian Journal of Business, informam que o Corpo de Bombeiros Militar e a Defesa Civil do Pará usam um conjunto de plataformas geoespaciais para monitorar riscos, organizar recursos e apoiar decisões operacionais no estado.
Receba todas as análises e informações da Geocracia pelo WhatsApp
O estudo qualitativo analisa MapaWebCEDEC, VESTA-PA, Sistema Inteligente Multirrisco, GUARDIÃO, GUARD, HidraMap e SisGHidra. As ferramentas reúnem dados meteorológicos, hidrológicos, territoriais e de ocorrências, além de informações sobre hidrantes, incêndios, estiagem e capacidade municipal de resposta.
Em Belém, HidraMap e SisGHidra permitem localizar hidrantes, verificar seu estado e calcular rotas, com participação da concessionária responsável pela manutenção. Em escala estadual, VESTA-PA acompanha recursos disponíveis nos municípios, enquanto o sistema multirrisco subsidia alertas e o GUARDIÃO cruza focos de calor, imagens orbitais e dados meteorológicos.
A plataforma GUARD organiza pedidos de recursos e registros de danos apresentados pelos municípios, incluindo descrições técnicas e coordenadas geográficas. O artigo associa essa integração a maior capacidade de planejamento e resposta, mas identifica obstáculos na qualidade dos dados, na interoperabilidade entre sistemas e na formação técnica dos usuários.
Já conversou com o território hoje? Experimente a Geocracia.ai
A experiência paraense mostra que a eficiência da geoinformação depende tanto da cobertura territorial quanto da circulação dos dados entre níveis de governo e equipes de campo. Sistemas isolados podem produzir mapas atualizados sem garantir ação coordenada; a utilidade operacional surge quando alertas, logística, prestação de contas e responsabilidades institucionais permanecem conectados.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

