O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aprovou tecnicamente a criação do Centro de Inteligência em Terras Raras, em Poços de Caldas. A estrutura deverá ficar sob responsabilidade do IFSULDEMINAS e da Universidade Federal de Alfenas e foi anunciada durante a etapa final de um relatório federal sobre a atividade mineral no Sul de Minas.
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O documento resulta de visitas feitas em junho por representantes de nove ministérios e sete órgãos federais, entre eles o Ibama. A comitiva percorreu Poços de Caldas, Caldas e Andradas e ouviu moradores, pesquisadores, poder público e empresas interessadas na exploração dos minerais usados em veículos elétricos, turbinas, eletrônicos e equipamentos de defesa.
O centro terá dois eixos: monitoramento socioambiental e desenvolvimento científico da cadeia produtiva. As instituições reúnem cerca de 180 doutores e pretendem produzir informação técnica para decisões públicas. A proposta responde à necessidade de acompanhar não apenas a jazida, mas água, ar, solo, biodiversidade e comunidades no território afetado.
O anúncio ocorre após nota técnica do Ibama recomendar estudos mais completos e integrados para os projetos previstos no Planalto de Poços de Caldas. A região combina áreas urbanizadas, mananciais e novos interesses minerários, o que exige observar impactos cumulativos entre empreendimentos e também efeitos que ultrapassam o limite de um único município.
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A aprovação do Citar cria capacidade de pesquisa, mas não substitui licenciamento, fiscalização ou participação social. Sua credibilidade dependerá de autonomia, protocolos públicos e acesso aos resultados. Para o Sul de Minas, o ponto central será transformar conhecimento científico em limites operacionais, monitoramento contínuo e decisões verificáveis sobre onde e como a mineração poderá avançar.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

