O professor Eduardo de Rezende Francisco, da FGV EAESP, propôs hoje no Valor Econômico sugere que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se torne uma agência independente, destacando a importância estratégica dos dados estatísticos para a formulação de políticas públicas. Ele acredita que a autonomia do IBGE reduziria sua vulnerabilidade a interferências políticas e cortes orçamentários, permitindo maior continuidade e qualidade na produção de estatísticas nacionais.
Para Francisco, historicamente, o IBGE sempre enfrentou desafios na sua estrutura técnica e orçamentária. Desde sua criação, em 1872, a instituição tem lidado com dificuldades operacionais e com a falta de investimentos adequados. O professor aponta que a infraestrutura de dados no Brasil é deficiente, tornando essencial garantir recursos para o funcionamento contínuo do órgão e para a realização de censos e pesquisas fundamentais para a gestão pública.
Francisco diz que a questão dos recursos financeiros do IBGE não é prioridade na agenda política, o que dificulta sua modernização e eficiência. Outros temas políticos costumam ocupar maior espaço no debate público, deixando o financiamento da produção de estatísticas em segundo plano. Para o professor, uma solução seria conscientizar os gestores sobre a importância dos dados para a formulação de políticas públicas eficazes.
Para ele, o modelo de governança do IBGE poderia ser aprimorado para garantir maior segurança e transparência no uso dos dados. A proposta de torná-lo uma agência independente permitiria um planejamento mais estável, reduzindo a dependência de decisões governamentais e mudanças abruptas que afetam a produção de estatísticas.
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