A Reuters, em reportagem publicada pela Globo Rural, informa que um estudo do Imaflora recomenda incentivos financeiros, assistência técnica e participação dos frigoríficos para ampliar a rastreabilidade individual do gado na Amazônia. A análise se baseia em projetos-piloto conduzidos por Amigos da Terra e Fundação Solidaridad no Pará.
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O piloto de Amigos da Terra acompanhou 59 produtores, em sua maioria pequenos e médios, durante 20 meses em 14 municípios do sudoeste paraense. Cerca de 26 mil animais foram identificados, com doação de brincos e suporte técnico aos participantes.
O custo estimado para 12 meses foi de R$ 1,7 milhão, concentrado nos kits de identificação. O estudo calcula que, com a expansão do programa, a parcela identificada do rebanho poderia passar de 0,2% em 2025 para 30% em 2030, alcançando 7,5 milhões de bovinos.
Em Novo Repartimento, a Fundação Solidaridad trabalhou com 13 produtores de um universo de 143. A fonte relata que apoio jurídico e incentivos elevaram a adesão de 4,2% para 9,1% em um ano, e que parte das famílias consideraria participar se pudesse recuperar passivos em outras áreas da propriedade.
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No território, a rastreabilidade conecta cada animal às propriedades por onde circulou e aproxima a gestão do rebanho da situação ambiental dos imóveis. A escala pretendida exige recursos para identificação, regularização e assistência, além de critérios de compra dos frigoríficos que alcancem fornecedores diretos e reduzam a exclusão de produtores sem capacidade imediata de adaptação.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

