Sergipe amplia monitoramento ambiental com drones e tablets em Unidades de Conservação

O Governo de Sergipe recebeu novos equipamentos destinados ao monitoramento e à fiscalização ambiental em Unidades de Conservação estaduais, em uma ação vinculada às medidas de compensação ambiental do licenciamento do Complexo Termoelétrico Porto Sergipe, operado pela Eneva. Os equipamentos foram entregues à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) e incluem drone, tablets, computador com mesa digitalizadora, notebook e aparelhos de telefonia móvel, com investimento total de R$ 100 mil.

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Os dispositivos passam a integrar a estrutura operacional utilizada pelo estado para acompanhamento territorial das áreas protegidas, fiscalização ambiental e análise técnica de dados espaciais. A incorporação de drones e tablets tende a ampliar a capacidade de monitoramento remoto das Unidades de Conservação, especialmente em áreas de difícil acesso ou sujeitas a pressões ambientais relacionadas à ocupação irregular, uso do solo e intervenções em vegetação nativa.

A compensação ambiental decorre do licenciamento do Complexo Termoelétrico Porto Sergipe, localizado no município de Barra dos Coqueiros, empreendimento movido a gás natural operado pela Eneva. O mecanismo está previsto em legislação ambiental brasileira para atividades consideradas potencialmente poluidoras ou capazes de gerar impactos ambientais significativos, funcionando como instrumento de financiamento de ações de preservação, estruturação institucional e fortalecimento da gestão ambiental pública.

Segundo a Semac, os equipamentos irão reforçar as atividades de monitoramento das Unidades de Conservação estaduais e apoiar a produção de informações técnicas utilizadas em processos de fiscalização e gestão territorial. O uso crescente de ferramentas digitais e geoespaciais por órgãos ambientais estaduais acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, em que o monitoramento ambiental passa a depender cada vez mais da integração entre dados territoriais, sensoriamento remoto e fiscalização em campo.

A adoção de tecnologias móveis e de captura aérea também altera a dinâmica operacional da gestão ambiental local, reduzindo o tempo de resposta para identificação de alterações territoriais e ampliando a capacidade de registro técnico das ocorrências ambientais. Em estados com áreas costeiras, zonas úmidas e fragmentos de vegetação protegida próximos a regiões urbanizadas ou infraestruturas energéticas, a ampliação da capacidade de monitoramento territorial tende a assumir papel estratégico para o acompanhamento das transformações do uso do território e da pressão sobre áreas protegidas.

📊 Leitura territorial (Geocracia IA): “Quais são as áreas de conservação existentes em Sergipe?” Foi essa a pergunta feita pelo geocrata Eduardo Vasconcelos ao consultar a Geocracia IA sobre o território sergipano. Em poucos segundos, a plataforma delimitou automaticamente uma Área de Interesse de 150 km sobre o estado, cruzou bases oficiais do ICMBio e identificou 54 registros ambientais relacionados a Unidades de Conservação. A partir daí, o sistema organizou no mapa 11 unidades oficialmente reconhecidas em Sergipe — entre federais, estaduais e municipais — além de dezenas de RPPNs distribuídas pelo território.

O cruzamento revelou mais de 50 mil hectares protegidos apenas na APA do Litoral Sul, cerca de 26 mil hectares no Monumento Natural do Rio São Francisco e mais de 8 mil hectares no Parque Nacional Serra de Itabaiana. Tudo isso apresentado em linguagem acessível, diretamente sobre o mapa, com detalhamento de bioma, categoria da unidade, municípios abrangidos, plano de manejo e restrições territoriais. O que antes exigia consultas fragmentadas em diferentes sistemas e bases públicas passou a ser realizado em uma única conversa territorial.

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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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