O Serviço Geológico do Brasil (SGB), vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), iniciou neste mês uma nova frente de pesquisa no oeste de Minas Gerais para mapear a ocorrência de minerais estratégicos essenciais à transição energética. A iniciativa, que integra o projeto “Geologia e Avaliação do Potencial Mineral da Província Ígnea do Alto Paranaíba”, concentra-se em elementos como terras raras, nióbio, fosfato, titânio, cobre, ouro e diamantes, com foco em áreas de elevado potencial geológico.
A ação faz parte do Programa Mineração Segura e Sustentável, no âmbito do Novo PAC, e está a cargo da Gerência de Geologia e Recursos Minerais de Belo Horizonte (SGB-BH). Entre as áreas investigadas estão os complexos alcalino-carbonatíticos de Serra Negra, Salitre I, II e III, Araxá e Tapira, além das unidades subvulcânicas e piroclásticas do Grupo Mata da Corda. Segundo o pesquisador Paulo Dias, há indícios promissores de ocorrência de terras raras em argilas iônicas formadas por intemperismo químico.
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O projeto também prevê o fortalecimento da cooperação com o setor produtivo. Uma visita técnica ao Complexo Salitre, realizada em parceria com a empresa Mosaic Fertilizantes, permitiu o acesso a testemunhos de sondagem e informações sobre a geologia da mina. Participaram da atividade pesquisadores do SGB e geólogos da Mosaic, com o objetivo de alinhar metodologias e padronizar os dados geológicos a serem utilizados nas etapas seguintes do estudo.
Nas próximas fases, a equipe do SGB fará novos trabalhos de campo no Grupo Mata da Corda, com foco em amostragens, análises geoquímicas e caracterização mineralógica. A expectativa é produzir mapas geológicos e relatórios técnicos que sirvam de base para decisões públicas e privadas, contribuindo com os objetivos do Plano Nacional de Mineração 2050, a Política Mineral Brasileira e os compromissos do Brasil com a economia verde.

