O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou, em 3 de setembro, o novo Mapa Geológico da Região Norte, que abrange aproximadamente 45% do território nacional. O material, elaborado em escala 1:2.500.000, reúne informações detalhadas sobre unidades estratigráficas, compartimentos geológicos e depósitos minerais, permitindo compreender a evolução da região ao longo de bilhões de anos. Segundo o geólogo Marcos Quadros, pesquisador do SGB, a Província Mineral de Carajás, no Pará, se destaca mundialmente como polo de ferro, cobre, ouro, manganês, níquel e estanho. Também ganha relevância a Província Tapajós-Uatumã, com ocorrências significativas de ouro no Pará e no Amazonas.
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Além dos tradicionais depósitos de ferro e ouro, o mapa evidencia áreas com potencial para minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia. Rochas ígneas e vulcano-sedimentares revelam jazidas de cobre, chumbo e zinco em Mato Grosso, enquanto cinturões metamórficos concentram ouro e zinco em Mato Grosso e Rondônia. No caso do estanho, as ocorrências em Rondônia, Amazonas e Pará reforçam a posição da Amazônia como um dos principais polos produtores do mineral no mundo, com destaque ainda para diamantes identificados em Roraima e Rondônia.
Disponível em formatos digitais (PDF e JPEG) integrados a Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o mapa integra a Ação Geologia para Mineração e Desenvolvimento Sustentável, dentro do Programa Mineração Segura e Sustentável. Para o SGB, a atualização cartográfica é peça-chave para orientar pesquisas, investimentos e políticas públicas na região, equilibrando exploração mineral com metas de desenvolvimento sustentável. O documento já é visto como ferramenta estratégica tanto para governos e empresas quanto para instituições de pesquisa interessadas no futuro energético e ambiental do Brasil.
ISSN 3086-0415, produção de Luiz Ugeda.

