O governo de São Paulo, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), ampliou em nove vezes a capacidade de monitoramento ambiental do território estadual com o uso de imagens de satélite e análise de dados geoespaciais. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) por meio do sistema Monitoramento Ambiental por Imagens de Satélite (Mais), que permite identificar alterações na vegetação nativa e orientar ações de fiscalização.
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A expansão ocorreu de forma progressiva nos últimos anos. Entre 2015 e 2022, o território paulista era analisado duas vezes ao ano, totalizando cerca de 586 mil km² monitorados anualmente. Esse volume passou para 1,36 milhão de km² em 2023, com cinco ciclos de análise, e atingiu 2,22 milhões de km² em 2024, com nove monitoramentos anuais. Em 2025, o índice dobrou novamente, chegando a 4,43 milhões de km² analisados ao longo de 18 ciclos, ampliando a frequência e a cobertura do acompanhamento ambiental.
Dados da Semil indicam que, entre 2023 e 2025, foram identificadas 2.741 alterações na vegetação nativa, correspondentes a 5.392 hectares com algum tipo de intervenção. A maior parte das ocorrências (87%) foi registrada em áreas de Mata Atlântica, enquanto o Cerrado concentrou 13%. O levantamento também aponta predominância de intervenções em pequenas áreas: 84% dos casos envolvem até 1 hectare. Segundo a secretaria, a granularidade do monitoramento permite detectar mudanças pontuais e direcionar fiscalizações em campo com maior precisão.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

