Terras raras no Brasil exigem gestão de dados de alto nível, avalia geógrafo

Os governos de Brasil e Estados Unidos articulam um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump para discutir, entre outros pontos, o acesso a minerais estratégicos — com destaque para as terras raras, insumos chave para baterias e tecnologias avançadas. Em entrevista ao Jornal da CBN (25/09/2025), o geógrafo Luiz Ugeda afirmou que o país ainda não domina as etapas mais complexas da extração e do processamento desses elementos.

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Para Ugeda, o desenho da cadeia de suprimento precisa vir acompanhado de salvaguardas técnicas desde a pesquisa mineral até a destinação de rejeitos. “É preciso entender como montar a segurança dessa cadeia para extrair os elementos sem contaminar outros, por exemplo, ou bens da agricultura que estão na superfície”, disse. O ponto central, segundo ele, passa por controle fino de processos e traçabilidade.

O avanço do setor tende a reabrir debates ambientais e fundiários. Ugeda nota que a qualidade da informação pública será decisiva para reduzir conflitos e riscos: checagens cruzadas com territórios indígenas e quilombolas, proteção de cavernas, avaliação de impactos sobre biomas e transparência no licenciamento. “A gestão de dados no Brasil tem sido precária”, afirma, defendendo uma base interoperável e atualizada para sustentar decisões sobre exploração de jazidas de terras raras.

Para acessar a entrevista, clique aqui.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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