Uma pesquisa da Universidade de Durham, no Reino Unido, divulgada pela Royal Astronomical Society, propõe uma nova forma de olhar para os arredores da Via Láctea: não com os olhos, mas com supercomputadores. Utilizando simulações cosmológicas avançadas, os cientistas descobriram evidências de que nossa galáxia pode estar circundada por até cem galáxias anãs ainda não observadas, apelidadas de “galáxias fantasmas”.
Essas galáxias não são fantasmas no sentido literal, mas sim estruturas que, por serem de baixa massa e emitirem pouca luz, permanecem invisíveis aos telescópios convencionais. O estudo combinou modelos matemáticos refinados e poder computacional extremo para simular como esses satélites gravitacionais orbitariam a Via Láctea.
Se forem confirmadas por observações futuras, essas estruturas ocultas poderão reforçar a teoria cosmológica conhecida como Lambda Cold Dark Matter (LCDM), que propõe que as galáxias se formam em aglomerados de matéria escura. Segundo essa teoria, galáxias massivas como a Via Láctea funcionam como centros gravitacionais em torno dos quais orbitam várias galáxias menores. A descoberta tem implicações profundas para a compreensão da estrutura do universo. Confirmar a existência dessas galáxias anãs seria um passo decisivo na validação dos modelos atuais de formação galáctica e ajudaria a mapear, com mais precisão, os efeitos invisíveis da matéria escura na arquitetura cósmica.

