A Agência Nacional de Sensoriamento Remoto do Vietnã, em artigo publicado no Vietnam.vn, propõe quatro normas técnicas nacionais para pontos de referência, chaves de interpretação, amostras e bibliotecas espectrais e monitoramento do movimento da superfície. O conjunto foi submetido ao programa de normalização do Ministério da Agricultura e Meio Ambiente para 2026–2027.
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A proposta tenta padronizar toda a cadeia do dado. Pontos de referência sustentariam precisão geométrica; chaves de interpretação organizariam critérios para reconhecer objetos; bibliotecas espectrais dariam base comum a classificações e inteligência artificial; e a norma de movimento do solo definiria procedimentos para produtos de radar interferométrico, o InSAR.
Hoje, segundo o artigo, projetos vietnamitas adotam métodos próprios ou diferentes referências internacionais, produzindo resultados nem sempre comparáveis. Regras comuns permitiriam testar qualidade, elaborar licitações e compartilhar dados entre ministérios, setores e localidades, além de integrar sensoriamento remoto à infraestrutura nacional de dados geoespaciais.
A repercussão territorial é direta em aplicações de subsidência, deslizamentos, diques, reservatórios, mineração e infraestrutura. Quando fontes e calibrações variam, duas análises podem apontar movimentos diferentes para a mesma área. Critérios consistentes facilitam decidir onde inspecionar, restringir uso, reforçar obras ou acompanhar deformações ao longo do tempo.
As normas ainda são propostas e sua eficácia dependerá de implementação. O texto reconhece riscos de obsolescência diante de drones, LiDAR, sensores hiperespectrais e novos radares. Para evitar rigidez, recomenda requisitos de qualidade e saída, interoperabilidade de metadados e treinamento local, em vez de vincular o padrão a equipamentos ou métodos específicos.
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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

