O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique iniciou a atualização cartográfica nos 160 distritos do país como parte dos preparativos do Censo Geral da População e Habitação de 2027. O levantamento antecede um recenseamento previsto para ser integralmente digital e procura responder quantos habitantes existem, quem são, onde estão e em que condições vivem.
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As equipes revisam e detalham o mapa nacional para identificar áreas, habitações e outros edifícios antes da coleta censitária. O objetivo operacional é reduzir omissões e duplicidades, dois problemas que afetam a distribuição territorial das equipes e podem distorcer os totais populacionais de localidades com crescimento recente ou ocupação dispersa.
Segundo a presidente do INE, Eliza Magaua, os cartógrafos estão georreferenciando o país e registrando as coordenadas exatas das edificações. A etapa deve terminar entre maio e junho de 2027 e deverá resultar também na produção de um atlas nacional.
A atualização é especialmente relevante em um território marcado por deslocamentos populacionais, expansão urbana e comunidades rurais de acesso mais difícil. A qualidade da base cartográfica condicionará não apenas o censo, mas também a capacidade de planejar escolas, unidades de saúde, infraestrutura e respostas humanitárias com referência espacial adequada.
O caráter digital pode acelerar a consolidação dos resultados, mas exige conectividade, equipamentos, treinamento e protocolos de controle de qualidade em todos os distritos. A abrangência nacional do trabalho torna necessário documentar alterações de limites, garantir cobertura de áreas remotas e proteger dados vinculados à localização das famílias recenseadas.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.



