Rede do Acre retoma monitoramento do ar com 12 sensores em período de queimadas

A Universidade Federal do Acre relançou a plataforma da Rede de Qualidade do Ar do Acre, que havia ficado inoperante nos meses anteriores. Vinculado ao Projeto Acre Queimadas, o novo portal automatiza parte do processamento e busca acelerar a divulgação de dados sobre poluição atmosférica durante o período de maior incidência de fogo.

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A rede contava com 12 sensores em funcionamento na data da publicação. A equipe da Ufac informou que percorreria, em 15 a 20 dias, os municípios com equipamentos instalados para identificar falhas e substituir dispositivos. O levantamento deverá indicar a cobertura efetiva, e não apenas o número nominal de pontos existentes.

Uma parceria com a RedeAr, coordenada pelo Ipam, prevê a adoção gradual de sensores desenvolvidos no Brasil no lugar de equipamentos PurpleAir. A expectativa é reduzir tempo de reposição e facilitar manutenção. Dados de uma estação de referência instalada em Rio Branco pelo projeto FioAres, da Fiocruz com o Ministério do Meio Ambiente, serão integrados para validação.

A distribuição territorial dos sensores é decisiva porque fumaça e material particulado variam conforme focos de queimada, vento, chuva e concentração urbana. Doze pontos podem registrar tendências importantes, mas a reportagem não lista todas as localidades nem informa os vazios de cobertura. Essa informação é necessária para não extrapolar uma medição local para todo o estado.

Uma rede estável pode apoiar avisos de saúde, suspensão de atividades e resposta a episódios críticos, especialmente em municípios distantes de laboratórios. Para isso, a plataforma precisa manter séries históricas, calibração, horário de atualização e registro de falhas. A retomada reduz um período sem dados, mas sua confiabilidade será medida pela continuidade durante a estiagem.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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