Agro e Ambiental ISSN 3086-0415

Crédito de carbono ganha camada geoespacial contra dupla contagem

Projetos brasileiros de carbono poderão acrescentar imagens orbitais e inteligência geoespacial às evidências usadas no registro de créditos. A RCGI-USP Carbon Registry firmou parceria com a Greenline Carbonsat para ampliar a verificação de cobertura florestal e mudanças no uso do solo, pontos que ligam cada crédito a uma área e a um resultado mensurável. Receba […]

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Projetos brasileiros de carbono poderão acrescentar imagens orbitais e inteligência geoespacial às evidências usadas no registro de créditos. A RCGI-USP Carbon Registry firmou parceria com a Greenline Carbonsat para ampliar a verificação de cobertura florestal e mudanças no uso do solo, pontos que ligam cada crédito a uma área e a um resultado mensurável.

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O serviço de monitoramento, mensuração, reporte e verificação digital poderá ser contratado por desenvolvedores de projetos ou por auditorias independentes. Sua adoção é opcional e não está incluída automaticamente no registro. A camada tecnológica produz evidências adicionais, mas não elimina a análise de terceiros nem a decisão da registradora.

O processo começa com a submissão do projeto e de seus documentos, passa por auditoria independente e segue para avaliação da RCGI-USP. Se os critérios forem atendidos, os créditos são emitidos e acompanhados. A parceria pretende tornar os registros rastreáveis e auditáveis e reduzir o risco de que a mesma redução de emissões seja contada mais de uma vez.

Criada em 2025, a registradora adapta metodologias científicas às características dos biomas brasileiros e busca apoiar tanto o mercado voluntário quanto o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. A Greenline informa monitorar cerca de 1,5 milhão de hectares em mais de cem projetos e pretende alcançar 4,5 milhões até dezembro de 2027.

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A expansão dependerá da validação dos projetos, do volume efetivamente emitido e das condições do mercado. Para o território, o ponto central é a possibilidade de auditar a permanência e a mudança do uso da terra com uma trilha técnica verificável. A reportagem é de Shagaly Ferreira, no Estadão.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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