A Albânia, país europeu nos Bálcãs, pode estar prestes a mudar o mapa-múndi com uma proposta inusitada: a criação de um novo estado soberano que ultrapassaria o Vaticano como o menor país do mundo. O projeto, apresentado pelo governo albanês, pretende transformar a sede da Ordem Bektashi em uma nação independente, ocupando apenas 0,11 km². Se aprovada, a medida traria impactos significativos para a política internacional e levantaria questões sobre soberania, autonomia religiosa e diplomacia.
A Ordem Bektashi, uma seita islâmica sufi com raízes no Império Otomano, tem sua sede na Albânia desde 1925. Ao longo dos anos, a organização enfrentou desafios políticos e religiosos, o que motivou seus líderes a buscar maior autonomia. O reconhecimento como um país independente garantiria proteção às suas tradições e poderia atrair turismo religioso, semelhante ao que ocorre com o Vaticano, que exerce grande influência como centro espiritual e cultural.
Caso a proposta avance, o novo microestado funcionaria como uma ilha dentro do território albanês, sem eleições convencionais e com uma estrutura de governo baseada na própria hierarquia da Ordem. Apenas um grupo seleto de líderes religiosos e autoridades teriam cidadania, e o país operaria de maneira autônoma em relação às decisões políticas de Tirana, a capital da Albânia. No entanto, esse modelo levanta dúvidas sobre segurança, relações diplomáticas e o reconhecimento internacional da nova nação.
A decisão pode gerar repercussões políticas e econômicas tanto para a Albânia quanto para a comunidade internacional. Além da questão da soberania, há a possibilidade de que o Estado Soberano da Ordem Bektashi se torne um polo turístico e cultural, atraindo estudiosos e peregrinos do mundo todo. Se bem estruturado, o novo país pode seguir os passos do Vaticano, que, apesar de pequeno, mantém grande relevância global.
Ainda não está claro se o projeto encontrará apoio suficiente para ser aprovado, mas a proposta já movimenta debates sobre a fragmentação territorial e a autonomia de grupos religiosos. Se a iniciativa se concretizar, a Albânia passará a abrigar o menor país do mundo, mudando não apenas a geografia política, mas também o papel das ordens religiosas na administração territorial moderna.





