Atlas do hidrogênio verde mapeia áreas estratégicas e orienta novos investimentos no Rio Grande do Norte

Presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, no lançamento – Foto: Fiern/Reprodução

O Governo do Rio Grande do Norte lançou o Atlas do Hidrogênio Verde com o objetivo de orientar a atração de investimentos e a instalação de empreendimentos industriais no estado. Elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com o SENAI e o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, o documento reúne dados técnicos sobre o potencial territorial para produção do insumo energético, considerado estratégico na agenda de descarbonização.

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O estudo consolida informações geográficas, climáticas e econômicas para indicar áreas com maior viabilidade para implantação de plantas de hidrogênio verde. A metodologia inclui o cruzamento de dados de geração eólica e solar com critérios territoriais, como restrições ambientais, zonas urbanas e áreas de preservação permanente, buscando reduzir riscos associados à localização dos projetos.

Além do mapeamento físico, o atlas incorpora análises sobre infraestrutura disponível no estado. O levantamento considera fatores como proximidade de portos, acesso rodoviário, disponibilidade hídrica e conexão com redes de transmissão de energia, elementos que influenciam diretamente a competitividade dos projetos voltados à produção e exportação de hidrogênio.

O documento também aborda aspectos regulatórios e tecnológicos, organizados em dez capítulos que tratam de rotas de produção, cenários de mercado, custos estimados e oportunidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A proposta é oferecer um conjunto estruturado de informações para apoiar decisões de agentes públicos e privados interessados no setor.

A iniciativa ocorre em um contexto de crescente disputa entre estados e países por investimentos na cadeia do hidrogênio verde. Com o atlas, o Rio Grande do Norte busca apresentar evidências técnicas sobre seu potencial e reduzir assimetrias de informação, em um mercado ainda em fase de consolidação e marcado por incertezas regulatórias e de demanda.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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