A Prefeitura de Belo Horizonte estima que pelo menos 3,6 mil pessoas vivam em setores classificados como de risco geológico alto ou muito alto. O dado foi apresentado pela Urbel em audiência da Câmara Municipal e resulta da projeção de três moradores para cerca de 1,2 mil famílias localizadas dentro das manchas de risco.
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O mapeamento municipal cobre a cidade por setores e estima o número de famílias em cada um deles, mas não mantém cadastro individualizado de todos os moradores expostos. Segundo a Urbel, as pessoas entram no banco de dados quando são atendidas por algum programa. A estimativa divulgada permanece igual à apresentada no ano anterior.
A companhia informou que consolida as revisões depois do período chuvoso. Intervenções realizadas em vilas e favelas entre 2025 e 2026 ainda não haviam sido incorporadas ao total mais recente. Vereadores pediram atualização contínua dos números de famílias e pessoas, sobretudo para planejar aluguel social e obras de mitigação.
O mapa de perigo é necessário para orientar drenagem, contenções, vistorias e alertas, mas não substitui o cadastro social. Sem localizar domicílios, pessoas com mobilidade reduzida e mudanças na ocupação, a administração conhece a mancha física e mantém informação limitada sobre quem precisará de remoção, abrigo ou atendimento durante uma emergência.
A repercussão territorial está na diferença entre mapear a encosta e acompanhar a população que nela vive. Integrar setores geológicos, obras executadas, chuva, drenagem e cadastros domiciliares permitiria medir se o risco diminuiu ou apenas mudou de lugar. A atualização pública também ajuda comunidades a verificar prioridades e cobrar intervenções antes do próximo período chuvoso.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

