Embrapa e UFMG lançam plataforma nacional para vigilância de doenças na suinocultura

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) anunciaram o lançamento da CISS (Central de Inteligência em Saúde Suína), plataforma digital voltada à integração e análise de dados sanitários de granjas em todo o país. A iniciativa reúne informações laboratoriais e epidemiológicas para apoiar ações de vigilância, biosseguridade e sustentabilidade na cadeia produtiva da suinocultura brasileira.

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A plataforma foi desenvolvida a partir do conceito de saúde única, que considera de forma integrada a saúde animal, humana e ambiental. Segundo a Embrapa, o objetivo é identificar precocemente a circulação de doenças, reduzir o uso de antibióticos e subsidiar decisões de órgãos de defesa sanitária, formuladores de políticas públicas, indústria e produtores rurais. Os dados utilizados incluem resultados de testes laboratoriais, como PCR, análises patológicas e exames de rotina realizados por laboratórios de diagnóstico veterinário parceiros.

O projeto teve como base um piloto focado na pneumonia enzoótica dos suínos, causada pelo agente Mycoplasma hyopneumoniae (MHyo). Entre outubro de 2019 e dezembro de 2025, foram analisados mais de 253 mil testes, com registros concentrados principalmente em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O maior pico de positividade ocorreu no primeiro semestre de 2022, quando 38% dos testes apresentaram resultado positivo, segundo dados consolidados pela equipe do projeto.

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Com a conclusão da fase inicial, a expectativa é ampliar o escopo da CISS para outras doenças e consolidar uma rede nacional integrada de monitoramento. A Embrapa informou que pretende criar um comitê gestor, promover encontros técnicos periódicos e divulgar boletins mensais com análises dos dados coletados. A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento das exportações brasileiras de carne suína, o que aumenta a demanda por sistemas de vigilância capazes de reduzir riscos sanitários e preservar o acesso a mercados internacionais.

Para acessar, clique aqui.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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