Iphan lança livro sobre capoeira no RS e inicia mapeamento da prática no estado

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou, em Porto Alegre, o livro Mapeamento da Capoeira no Rio Grande do Sul. A publicação reúne os primeiros resultados do Módulo 1 de um projeto que pretende registrar a prática da capoeira em diferentes regiões do estado. Nesta fase, o levantamento passou por sete cidades da região metropolitana, incluindo a capital gaúcha.

A proposta do Iphan é construir uma base de informações para orientar futuras ações de salvaguarda. O levantamento identificou 71 grupos ativos, mas o próprio instituto reconhece que esse número é apenas uma fração do total existente. A ausência de dados sistematizados sobre a capoeira no estado foi uma das razões apontadas pela superintendência do órgão para priorizar o projeto.

O lançamento reuniu mestres e lideranças de capoeira, além de representantes de conselhos ligados ao patrimônio imaterial. Durante o evento, o superintendente do Iphan no estado, Rafael Passos, defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao setor, mencionando o uso de recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) como uma possibilidade para financiar iniciativas semelhantes. Segundo ele, a continuidade do mapeamento depende de orçamento e planejamento de longo prazo.

Embora a capoeira tenha sido reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2008 — e, em 2014, como patrimônio da humanidade pela Unesco —, o processo de institucionalização ainda enfrenta lacunas. A publicação lançada agora não encerra o debate, mas evidencia a necessidade de políticas culturais com mais capilaridade e constância, sobretudo fora dos grandes centros.

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