Novo projeto australiano de terras raras amplia atividade minerária em Poços de Caldas

Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, deverá receber uma nova etapa de investimentos em pesquisa mineral após a australiana Power Minerals anunciar a aceleração do projeto Morro do Ferro. O empreendimento está localizado no Complexo Alcalino de Poços de Caldas, área que concentra diversos projetos voltados à exploração de terras raras, minerais utilizados em equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e aplicações industriais.

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A empresa adquiriu o ativo no final de abril e informou que pretende iniciar uma nova campanha de sondagens a partir de junho. Segundo informações divulgadas durante o Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), o projeto já conta com um histórico de estudos geológicos realizados ao longo das últimas décadas, incluindo perfurações e levantamentos mineralógicos que podem reduzir parte das incertezas típicas das fases iniciais de pesquisa mineral.

Entre os fatores apontados pela companhia para o avanço do empreendimento estão aspectos territoriais e operacionais. A área está situada em uma região com infraestrutura rodoviária consolidada, disponibilidade de energia elétrica e oferta de serviços especializados ligados à mineração. Além disso, parte dos procedimentos relacionados à regularização da área e aos estudos ambientais já havia sido iniciada pela empresa anteriormente responsável pelo projeto.

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A movimentação ocorre em um contexto de aumento do interesse por jazidas de terras raras no Brasil. Nos últimos anos, Poços de Caldas passou a concentrar diferentes iniciativas de pesquisa mineral voltadas a esses elementos, atraindo empresas nacionais e estrangeiras. Essa concentração de projetos tende a ampliar a demanda por processos de licenciamento, avaliações ambientais e acompanhamento dos impactos territoriais associados à atividade mineral.

Embora a empresa tenha sinalizado expectativa de avanço mais rápido em comparação a outros empreendimentos do setor, os próximos passos ainda dependem da conclusão de estudos técnicos, da obtenção das autorizações necessárias e da evolução do processo de licenciamento ambiental. O desenvolvimento do projeto deverá ser acompanhado por órgãos reguladores, administrações locais e comunidades da região, que convivem com a expansão das atividades minerárias no entorno de Poços de Caldas.

📊 Leitura territorial (Geocracia IA): “Quais são as principais riquezas minerais de Poços de Caldas e como elas se relacionam com o perfil econômico do município?” Foi essa a pergunta feita pelo geocrata Rafael Martins na Geocracia IA. Em segundos, a plataforma delimitou automaticamente a Área de Interesse (ADI) do município e cruzou dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) com informações do Censo 2022 do IBGE. O resultado identificou 547 processos minerários ativos, com destaque para bauxita (200 processos), minério de alumínio (91) e terras raras (44), além de argila, areia e água mineral. A análise territorial também mostrou uma população de 169 mil habitantes, renda acima da média estadual e uma economia apoiada na mineração, no turismo termal e nos serviços regionais. A partir do mapa, o sistema permite aprofundar a investigação sobre cada jazida, processo minerário, imóvel rural, área protegida ou indicador socioeconômico do município.

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ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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