O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais consolidou em 5.731 quilômetros quadrados a área desmatada na Amazônia Legal no ciclo de 2025. O dado do Prodes corresponde ao período entre 1º de agosto de 2024 e 31 de julho de 2025 e representa queda de 12,07% em relação aos 6.518 quilômetros quadrados registrados no ciclo anterior.
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A redução, entretanto, não ocorreu de maneira uniforme no território. Oito dos nove estados da Amazônia Legal apresentaram recuo, com variações de 39,10% em Roraima, 37,04% no Amapá e 36,39% em Rondônia. Mato Grosso foi a exceção, com aumento de 26,73% no desmatamento.
O Prodes identifica a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso e também situações em que a degradação progressiva resulta na perda integral do dossel. A classificação independe do uso posterior da área e inclui categorias associadas a solo exposto, vegetação, mineração e floresta inundada.
O monitoramento utiliza imagens dos satélites Sentinel, da Agência Espacial Europeia, processadas e disponibilizadas pelo projeto Brazil Data Cube. A produção sistemática da série pelo Inpe começou em 1988, permitindo comparar a evolução anual da supressão florestal em diferentes recortes da Amazônia Legal.
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A disparidade entre a queda regional e o avanço registrado em Mato Grosso indica a necessidade de análises e respostas adaptadas a cada estado. Os dados subsidiam políticas de controle do desmatamento e compromissos de cadeias produtivas, mas o mapeamento, isoladamente, não determina a legalidade de cada intervenção nem identifica seus responsáveis.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

