O Programa CEP para Todos entrou na segunda fase de execução com o início do mapeamento detalhado de ruas, vielas e becos em favelas brasileiras, com o objetivo de implantar o CEP por logradouro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades, e ocorre simultaneamente em dez estados. Até o momento, já foram criados 870 novos códigos postais em comunidades localizadas em cidades como Salvador, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Diadema.
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Segundo o coordenador do programa, Aramis Horvath Gomes, a nova etapa representa um avanço no processo de endereçamento formal das periferias urbanas. O mapeamento interno é realizado em conjunto com moradores e prefeituras, que participam da definição dos nomes das vias, buscando refletir referências locais e trajetórias comunitárias. A proposta é permitir que endereços dentro das favelas passem a ser reconhecidos de forma individualizada, facilitando o acesso a serviços públicos, entregas e registros administrativos.
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Lançado em novembro de 2024 no âmbito do programa Periferia Viva, o CEP para Todos resulta de uma parceria entre o Ministério das Cidades, o Ministério das Comunicações, os Correios e o IBGE. A primeira fase foi concluída em outubro de 2025, com a atribuição de um CEP unificado a todas as 12.348 favelas do país, onde vivem cerca de 16,4 milhões de pessoas, majoritariamente pretas e pardas. A etapa atual busca aprofundar esse processo, aproximando o endereçamento das dinâmicas reais dos territórios.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

