STF autoriza rodadas de conciliação para resolver limites territoriais entre Bahia e Minas

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol/STF) a ação em que o Estado da Bahia busca resolver controvérsia sobre os limites territoriais com o Estado de Minas Gerais. Além do estado vizinho, a ação foi proposta contra a União e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o ministro Fachin, os dois estados manifestaram interesse em uma audiência de conciliação para tentar resolver a controvérsia de forma consensual. Com isso, ele determinou a remessa da Ação Cível Originária (ACO) 3609 ao núcleo do STF criado para esse fim.

Na ação, a Bahia alega que é necessário atualizar a demarcação dos limites territoriais entre os dois estados, uma vez que o Decreto Federal 24.155/1934 não reflete mais a realidade. Segundo argumenta, as tentativas de atualização e declaração das divisas sempre foram frustradas por Minas Gerais, e a União e o IBGE permanecem omissos na resolução da controvérsia.

O Estado da Bahia manifestou interesse na solução consensual do caso após os resultados positivos obtidos com o processo de atualização das divisas intermunicipais feito por meio da Lei estadual 12.057/2011 e com a definição das linhas divisórias entre Bahia e Sergipe, que contou com a participação da União, através do IBGE.

Leia a íntegra do despacho.

Por STF

Veja também

Infra e Cidades

Elon Musk redefine a corrida espacial: do espaço ao espectro informacional

A aquisição bilionária da EchoStar pela SpaceX marca uma virada estratégica no setor de telecomunicações. O movimento não está voltado a foguetes ou sondas, mas à apropriação de frequências que sustentam a conectividade global. O espectro radioelétrico, recurso limitado e disputado, passa a ser a nova fronteira onde Musk busca

Geo e Legislação

Edmilson Volpi: os cobiçados mapas secretos da URSS

Os cartógrafos russos sempre foram reconhecidos por sua habilidade em elaborar mapas com precisão e grande quantidade de detalhes. Isso sempre foi uma vantagem para os planejadores da centralizada economia soviética. O outro lado da moeda, porém, é que, em tempos de guerra, ofereciam informações valiosíssimas, caso caíssem em mãos