Transparência em Alta Tensão: MME lança novo Plano de Dados Abertos 2025-2027

Por MME

O Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo estratégico rumo à modernização da governança pública de dados ao aprovar, por meio da Portaria nº 1.108/2025, o novo Plano de Dados Abertos (PDA) para o biênio 2025–2027. Publicado no Diário Oficial da União em 4 de junho, o plano substitui a versão anterior e estabelece novas diretrizes para a publicação de informações sob responsabilidade do ministério.

Ao atender às exigências do Decreto nº 8.777/2016, o novo PDA reforça o compromisso institucional com a transparência, a inovação e a integração entre governo, sociedade civil e setor produtivo. Com vigência de dois anos, o plano prevê ações práticas para ampliar a acessibilidade, qualidade e reuso de dados públicos no setor energético, incluindo informações estratégicas sobre petróleo, gás natural, energia elétrica, mineração e biocombustíveis.

“O uso aberto e inteligente dos dados públicos pode gerar ganhos expressivos para a formulação de políticas públicas, a fiscalização de contratos, o empreendedorismo e a participação social”, destaca o ministro Alexandre Silveira no preâmbulo do plano. A diretriz dialoga com o Plano de Transformação Digital do MME e com a Estratégia de Governo Digital da Administração Pública Federal, em linha com as agendas ESG e de transição energética.

O plano está dividido em cinco eixos estratégicos: (1) Governança de Dados Abertos, (2) Inventário de Dados, (3) Seleção e Priorização, (4) Abertura e Monitoramento, e (5) Comunicação e Reuso. Cada eixo é acompanhado de objetivos, metas, cronogramas e indicadores de acompanhamento.

Um dos destaques da nova versão é o fortalecimento da governança interna com a consolidação do Comitê de Governança Digital (CGD) do MME como instância responsável pela coordenação da política de dados abertos no ministério. O CGD trabalhará em articulação com as unidades de Tecnologia da Informação, Comunicação e Assessoria Jurídica para garantir que os conjuntos de dados priorizados estejam devidamente documentados, atualizados e em conformidade com os padrões da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos (INDA).

O Inventário de Dados atualizado traz 60 bases sob gestão do ministério e suas vinculadas — como ANEEL, ANP, EPE, CPRM e IBGE — com destaque para séries históricas sobre leilões de energia, mapas georreferenciados de infraestrutura energética, dados sobre lavras minerais, consumo energético por setor, informações sobre outorgas e planos de expansão. O documento ainda define 22 conjuntos de dados prioritários a serem abertos ou aprimorados no biênio.

Entre os conjuntos destacados como prioritários estão os “Mapas de infraestrutura energética”, os “Dados sobre subsídios setoriais”, as “Informações de segurança de barragens” e os “Indicadores de pobreza energética por município”. Também ganham espaço os dados sobre descarbonização, geodiversidade, uso do solo e acesso à energia em áreas remotas, especialmente na Amazônia Legal — demonstrando uma ampliação temática coerente com as metas climáticas do país.

O plano prevê, ainda, a criação de painéis interativos, APIs públicas e repositórios de dados em formatos interoperáveis, além de ações de comunicação e capacitação junto à sociedade. A meta é não apenas abrir dados, mas garantir que sejam reutilizáveis por desenvolvedores, jornalistas, pesquisadores e gestores locais. Nesse sentido, o MME aposta na articulação com universidades, hackathons, consórcios intermunicipais e plataformas de dados cívicos.

“A política de dados abertos do MME é também uma política de inclusão, inovação e justiça territorial”, conclui o texto. O ministério também pretende alinhar suas ações com compromissos internacionais, como a Parceria para Governo Aberto (OGP) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o ODS 7 (energia acessível e limpa) e o ODS 16 (instituições eficazes e transparentes).

Para acessar, clique aqui.

Veja também

Geo e Legislação

Pac-Man Geo usa mapas locais e pode ser jogado no mundo real

Quarenta e um anos depois do seu lançamento, o Pac-Man, literalmente, ganhou as ruas de todo o mundo. Agora, a exemplo do Pokémon Go, é possível jogar o icônico game em espaços reais, como arredores de pontos turísticos ou até mesmo as ruas do seu bairro. O jogo usa mapas

Agro e Ambiental

Plataforma identifica áreas prioritárias para restauração florestal

Uma ferramenta desenvolvida pela organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) faz uso de inteligência artificial para identificar áreas prioritárias para restauração de vegetação nativa em todo o país. A plataforma recebeu o nome de Ciera (sigla em inglês para Assistente de Restauração de Ecossistemas da Conservação Internacional) e será