Agro e Ambiental ISSN 3086-0415

Estudo da FAPESP mostra como El Niño pode favorecer a lavoura e comprometer a colheita

Estudo da FAPESP revela como El Niño pode beneficiar lavouras, mas também comprometer colheitas, exigindo decisões locais.

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A chuva que favorece uma lavoura pode deteriorar o produto na colheita. Diante das previsões de um El Niño intenso, pesquisas apontam efeitos diferentes conforme região, cultura e fase da planta, exigindo decisões locais.

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Solos bem drenados podem aproveitar mais água; nos compactados, a oxigenação das raízes pode cair. No milho, 10 a 15 dias secos na fase reprodutiva podem causar mais dano que uma escassez maior em outro momento.

No Sul, soja e milho de verão tendem a ganhar com chuva, enquanto o excesso na maturação ameaça a qualidade. No Centro-Oeste, o atraso das águas pode retardar a soja e encurtar a janela do milho safrinha.

A adaptação também esbarra no dinheiro. Infraestruturas de proteção permanecem pouco acessíveis a muitos pequenos e médios produtores. E o melhoramento genético da cana ainda não oferece proteção contra encharcamento prolongado ou longos períodos nublados.

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Cruzar previsão, solo e calendário pode evitar que uma tendência regional vire uma decisão inadequada dentro da propriedade. A reportagem é de Emilio Sant’Anna e foi publicada pela revista Pesquisa FAPESP.

ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.

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GCNEWS Publicação editorial da Geocracia — ISSN 3086-0415.

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